sexta-feira, 28 de maio de 2010

Eternidade

Ouço um piano ao longe
E sua voz afinada soando
Numa melodia triste
Que me lembra tudo o que eu perdi

Ando pelo corredor vazio
Minhas mãos mortas tocando as paredes frias
Passando por flores do campo
Que nascem entre as pedras

Meu coração parado, eu não respiro
Meus passos leves me denunciando
Entro pela porta de carvalho e te vejo
De vestido branco e pés descalços

Suas asas batendo levemente
Estou nas sombras
Com todos os meus pecados ao meu redor
Falhas antigas que te levaram de mim

O sol que entra pela janela te abraça
Faz sua dor vibrar até mim...
Sinto o gosto do teu sangue mais uma vez
E me recordo porque não posso estar contigo

Tempestades de condenações nos separam
Uma última nota doce soa
Você me vê e não há mais nada a esconder
Você me olha e tudo é silêncio

Seu rosto cheio de saudade...
Seus lábios sussurrando meu perdão
Num suspiro você se vai
E estou sozinho de novo

Destruído, querendo ser o que você precisava
Preso a vida mundana e fria
Numa sinfonia de medo e angústia
Ainda assombrado, confuso por sua alucinação

Fecho a porta, como muitas vezes antes
Muitos arrependimentos me massacrando
Por que, de que me vale a imortalidade
Se eu não te tenho aqui?

2 comentários:

  1. Ráa, achei fodaço esse tambem Mari *-*

    Muito bonito mermo :D

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  2. Tá virando Profissional... cuidado pra n subir À cabeça... HUADHUIASDUASDUHASUHDIIASDI mentira.
    fico muito fez Morgana,acho que foi o melhor que vc fez.
    ^^ satisfações.

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