sábado, 24 de abril de 2010

Lembranças...

Você apaga as lembranças como se não fossem nada

Ou simplesmente como se, nunca tivessem estado

Achando que será mais fácil...

Se o caminho for refeito

Num forçado recomeço...

Remodelado numa estrada...

Sem pedras, sem culpa, sem peso!


Ainda assim me orgulho

De não poder o que pode

Pois vivo num mundo em que memórias...

São impassíveis de toque!


As lembranças que aos poucos apaga

São as que me apego agora

E as que agora eu crio

Apegarei-me outrora


Lembranças são remanescentes...

Provas cabais do que somos

E mesmo que tenha partido

Elas me mostram o que fomos


Em cada canto da cidade escura!

Em cada trecho da cidade clara!

Elas já não guiam meus passos,

Mas assombram-me a caminhada...

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