Mais um dia se vai
Deixando nu, um céu pálido,
E minhas mãos cálidas
Já não mais tremem;
Não pelos mesmos motivos
Das noites frias passadas
Pelas quais rastejei.
E neste murmúrio de vida
Que ainda paira lá fora,
Me satisfaço enquanto posso,
Esperando que apenas uma brisa
Adentre esta sala
E me tinja com tons
Do outono que nos toma.
Enquanto as horas somem
Sem que eu ao menos perceba,
O presente já passa
O futuro já chega
Dentre estes relógios
Que apenas enfeitam
E estreitam os olhos
Que só se dão conta
Do mundo aqui dentro
Quando a mesma música toca
A semente da mente brota,
Enterrada em algum jardim
Onde o tempo esqueceu de mim.
domingo, 25 de abril de 2010
O tempo esqueceu
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário