domingo, 25 de abril de 2010

Realidade Frustrada


Cortei o vento
Que me desapruma,
Parei o tempo,
Pois sinto que tento
Sumir na densa bruma.
A noite subitamente cai,
E minha alma se arrastando vai
Tão longe, até que suma
Devagar, desacostuma
De meu corpo que se distrai.
E enquanto me despeço
Daquele tenso momento,
Muito pouco me interesso
Tão pouco, que nada tento
Pois não sei se ainda regresso.
Mas na mesma noite calada
Logo o frio da madrugada
Me desperta e me contenta, 
Pois a mente se acorrenta
A esta realidade frustrada.

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