quarta-feira, 28 de abril de 2010

Não é tristeza


Não é tristeza o que sinto
O que sinto sequer tem nome
Um sentimento sem qualquer sentido
Drenagem de alma que me consome.

Toma meu ser em mãos vazias
E vaga por noites intermináveis
No céu incontáveis estrelas frias
Assistem alheias a minha vontade.

Sequer desconfiam que ainda há vida
A escorrer de meus olhos escuros
Que o emanar da glória um dia obtida
Acabou por morrer em poços profundos.

Deixando ao relento apenas carcaça
Que dia após dias só faz esquecer
Os motivos gerados em plena desgraça
Que em tristes palavras vão remanescer.

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